Outros tempos

"O maior defeito dos livros novos é impedir a leitura dos antigos." (Joseph Joubert)
Mostrar mensagens com a etiqueta Ilse Losa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ilse Losa. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de abril de 2010

Um fidalgo de pernas curtas

Um fidalgo de pernas curtas : novela infantil / Ilse Losa




AUTOR(ES): Losa, Ilse, 1913-2006; Resende, Júlio: il.
EDIÇÃO: 2a ed
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Portugália, 1961
COLECÇÃO: Os pioneiros ; 4


Esta história começa assim:
Numa "ilha" do Porto surgiu certa manhã, cedo, um cãozito que, até ali, ninguém vira. O seu corpo assemelhava-se a um cilindro, o pêlo parecia veludo negro e as orelhas, castanhas e macias, eram duas grandes folhas outonais. Dava a impressão de se mover sem pernas, tão curtas elas eram.



Júlio Resende
Biografia

1917 Nasceu no Porto a 23 de Outubro
1930/1936 Pratica ilustrações e banda desenhada para jornais e publicações infantis.
Aprendizagem do desenho e da pintura na Academia Silva Porto.
1937 Frequenta a Escola de Belas-Artes do Porto e é discípulo de Dórdio Gomes.

1943 Participa na organização do "Grupo dos Independentes". Primeira exposição individual no Salão Silva Porto.

1944 Exerce docência no ensino secundário.
1945 Conclui o Curso na Escola de Belas-Artes com a pintura "Os Fantoches".
Visita o Museu do Prado. Tem em Madrid um encontro com Vasquez Diaz. Obtém os prémios da Academia Nacional e "Armando de Bastos".
1946 Bolsa de estudo no estrangeiro do "Instituto Para a Alta Cultura". Primeira exposição em Lisboa.
1947/1948 Estuda as técnicas de afresco e gravura na Escola de Belas-Artes de Paris. Discípulo de Duco de La Haix. Na Academia Grande Chaumière recebe lições de Othon Friesz. Copia os Mestres no Museu do Louvre. Visita os museus da Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália.
1949/1950 Professor na pequena escola de cerâmica em Viana do Alentejo. Contactos com o escritor Virgílio Ferreira e com os artistas Júlio e Charrua. Em Lisboa conhece Almada Negreiros e E. Viana. Primeira viagem à Noruega onde é hospede de Oddvard Straume. Permanência em Orstavik.
1951 Em Portugal fixa-se no Porto mantendo actividade docente no ensino secundário. A gente do mar passa a constituir tema dominante da pintura. Prémio Especial na Bienal de S. Paulo.
1952 Prémio na 7ª Exposição Contemporânea dos Artistas do Norte. Permanece um mês na Noruega. Executa o fresco da Escola Gomes Teixeira, Porto. Investiga o desenho infantil.
1953 Cria as "Missões Internacionais de Arte", a primeira das quais ocorreu em Trás-os-Montes.
1954 Lecciona na Escola Secundária da Póvoa de Varzim.
1955 Promove a 2ª "Missão Internacional de Arte", na Póvoa de Varzim.
1956 Integra a equipa com o Arq. João Andersen para o projecto "Mar Novo" para Sagres que obtém o Primeiro Prémio em concurso internacional. Prémio "Artistas de Hoje", Lisboa. Conclui o curso de Ciências Pedagógicas na Universidade de Coimbra.
1957 Organiza a exposição "4 Artistas Portugueses" em Oslo e Helsínquia. 2º prémio de Pintura da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
1958 Executa um painel para a "Exposição de Bruxelas". Prémio "Columbano" da Câmara Municipal de Almada. Promove a 3ª "Missão Internacional de Arte", Évora. Convidado para a docência na Escola de Belas-Artes do Porto. Executa vários painéis de azulejo para a estação de fronteira de Vilar Formoso.
1959 Menção Honrosa na 5ª Bienal de S. Paulo. Cria dois painéis cerâmicos para o Hospital de S. João, Porto. Executa oito painéis de azulejo para a pousada de Miranda do Douro.
1960 Prémio "Diogo de Macedo" no Salão de Arte Moderna do SNBA, Lisboa. Painel cerâmico para a Pousada de Bragança.
1962 Presta provas públicas para a Cadeira de Professores na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
Mural afresco no Palácio de Justiça do Porto.
1964 Executa cinco painéis cerâmicos para obras de arquitectura.
1965 Cria cenários e figurinos para o "Auto da Índia" de Gil Vicente, encenação de Carlos Avilez para o TEP, Porto.
1966 Realiza um afresco para o Tribunal de Justiça em Anadia.
1967 Cria cenários e figurinos para "Fedra" de Racine, encenação de Carlos Avilez para o Teatro Experimental de Cascais.
1968 Ilustra "Aparição" de Virgílio Ferreira. Realiza cenário e figurinos para o bailado "Judas", coreografia de Agueda Sena e Companhia da Fundação C. Gulbenkian, Lisboa.
1969 Prémio "Artes Gráficas" na Bienal de Artes de S. Paulo, com ilustrações do romance "Aparição". Cria cenários e figurinos para o "Auto da Alma" de Gil Vicente no TEP, Porto. Realiza seis painéis em grés para o Palácio de Justiça de Lisboa.
1970 Orienta o visual estético do Espectáculo de Portugal na "Exposição Mundial de Osaka". Cria cenários e figurinos para "Antígona" no Teatro Experimental de Cascais.
1971 Primeira viagem ao Brasil encontrando-se com Jorge Amado e Mário Cravo Filho.
1972 Nomeado Membro da Academia real das Ciências, Letras e Belas-Artes Belgas, Bruxelas, onde fez uma comunicação.
1973 Ilustra a obra de Fernando Namora "Retalhos da Vida de um Médico". Nova viagem ao Brasil. recebe o grau de Oficial da Ordem de Santiago da Espada.
1974 Exerce funções de gestão na ESBAP. Realiza cenário para o filme "Cântico Final" de Manuel Guimarães, adaptação do romance de Virgílio Ferreira.
1975/1976 Dedica-se a tempo inteiro à gestão da ESBAP.
1977 Viagem ao Nordeste Brasileiro. Encontro com os artistas Sérgio Lemos e Francisco Brennand.
1978 Cria cenários e figurinos para o bailado "Canto de Amor e Morte" coreografia de Patrick Hurde, inspirado na obra musical de Lopes Graça para a Companhia Nacional de Bailado. Visita às Faculdades de Belas-Artes de Espanha.
1981 Executa os vitrais para a Igreja Nª Sª da Boavista, Porto. Viagem a Pernambuco e Baía. Profere uma palestra na Fundação Joaquim Nabuco, Recife.
1982 Recebe as insígnias de Comendador de "Mérito Civil de Espanha" atribuídas pelo Rei de Espanha.
1984 Realiza o painel mural "Ribeira Negra".
1985 É-lhe atribuído o Prémio AICA.
1986 Executa em grés o grande mural "Ribeira Negra" no Porto.
1987 Profere a última lição na ESBAP.
1989 Exposição retrospectiva na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
1992 Viagem a S. Vicente e Stº Antão (Cabo Verde).
1993 É criado o "Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende".
1994/1995 Realiza painéis cerâmicos para a estação do Metropolitano de Lisboa, "Sete Rios".
1996 Viagem a Goa
1997 Viagem a Santiago e Fogo (Cabo-Verde). Recebe a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Realiza a decoração de azulejos da estação do Metropolitano de Lisboa, "Sete Rios".
1999 Viagem à Ilha de Moçambique.
2000 Viagem a Recife, Brasil.

Fundação Júlio Resende. Em linha. [Consult. 7-04-2010]. Disponível em http://www.lugardodesenho.org/002.aspx?dqa=0:0:0:29:0:0:-1:0:0&ct=8

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Flor Azul


AUTOR(ES): Losa, Ilse, 1913-2006; Bonito, Mário, il.
Porto : Liv. Figueirinhas, [D.L. 1955]
COLECÇÃO: Contos para as crianças ; 13


Ilse Losa
Ilse
Lieblich Losa (Melle-Buer, 20 de Março de 1913 — Porto, 6 de Janeiro de 2006) foi uma escritora portuguesa de origem judaica. Nascida na Alemanha, frequentou o liceu em Osnabrück e Hildesheim e mais tarde um instituto comercial em Hannover.
Ameaçada pela Gestapo de ser enviada para um campo de concentração devido à sua origem judaica, abandonou o seu país natal em 1930. Deslocou-se primeiro para Inglaterra onde teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças.
Chegou a Portugal em 1934, tendo-se fixado na cidade do Porto, onde casou com o arquitecto Arménio Taveira Losa, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa.
Em 1943, publicou o seu primeiro livro "O mundo em que vivi" e desde dessa altura, dedicou a sua vida à tradução e à literatura infanto-juvenil, tendo sido galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian para o conjunto da sua obra dirigida às crianças. Em 1998 recebeu o Grande Prémio de Crónica, da APE (Associação Portuguesa de Escritores) devido à sua obra À Flor do Tempo.
Colaborou em diversos jornais e revistas, alemães e portugueses, está representada em várias antologias de autores portugueses e colaborou na organização e traduziu antologias de obras portuguesas publicadas na Alemanha. Traduziu do alemão para português alguns dos mais consagrados autores.
Segundo Óscar Lopes "os seus livros são uma só odisseia interior de uma demanda infindável da pátria, do lar, dos céus a que uma experiência vivida só responde com uma multiplicidade de mundos que tanto atraem como repelem e que todos entre si se repelem".

Ilse Losa. [Consult. 2009-11-04]. Disponível em http://www.wook.pt/authors/detail/id/293


Mário Bonito (arquitecto)

Detentor de uma personalidade forte e de uma capacidade criativa invulgar, Mário Bonito nasceu a 18 de Março de 1921 e ingressou na Escola Superior de Belas Artes, onde permaneceu de 1936 até 1948. A sua obra, concentrada maioritariamente na década de 50, caracteriza-se por uma aplicação pioneira dos princípios modernistas em Portugal, motivo por si só capaz de justificar a necessidade de estudar a vida e obra deste arquitecto.Apesar da sua obra, Mário Bonito distingue-se também pela intervenção activa e importante no decurso e discussão da arquitectura moderna em Portugal. Um ano após a conclusão da sua licenciatura participa no Congresso Nacional de Arquitectura de 1948, onde publica duas teses “Regionalismo e Tradição” e “Tarefas do Arquitecto”. No mesmo ano, Mário Bonito torna-se membro da ODAM (Organização dos Arquitectos Modernos).

Mário Bonito [Consult. 2009-11-04] Disponível em http://arquitecturaempessoa.blogspot.com/