Outros tempos

"O maior defeito dos livros novos é impedir a leitura dos antigos." (Joseph Joubert)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Apoio aos professores de línguas



No tempo em que os quadros e o giz "falavam".
Disponível no CRE para consulta por todos os saudosistas que ainda não se reformaram.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Nau Catrineta




Nau catrineta : livro de leitura / António G. Mattoso, A. Marques Matias
AUTOR(ES): Matoso, António G., 1896-1975; Matias, A. Marques, co-autor
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Liv. Sá da Costa, 1947



Calvet de Magalhães
Calvet de Magalhães nasceu em Lisboa, a 8 de Março de 1913. Depois de ter concluído o curso liceal no Liceu Passos Manuel, frequentou o Curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e o Curso de Cenografia na Secção de Teatro do Conservatório Nacional de Lisboa.

Foi professor e metodólogo da disciplina de Desenho no Ensino Técnico, artista plástico, jornalista e publicista. Notabilizou-se como pintor tendo recebido o Prémio Nacional de Arte Luís Lupi e o Prémio Amadeu Sousa Cardoso. Em 1956, é nomeado director da Escola Elementar Francisco de Arruda, cargo que ocupou até ao seu falecimento. Como director da escola, mobilizou pessoas e interesses em torno de múltiplas realizações de reconhecido valor, quer internas á escola (experiências pedagógicas de coeducação, integração de alunos deficientes, o 7º e 8º anos experimentais, utilização de meios audiovisuais), quer externas, de natureza cultural (organização de sessões aos sábados, com filmes e palestras por escritores, artistas, pedagogos) ou de serviço à comunidade (criação da Chiquinha - infantário, infantil e primária para filhos de professores e funcionários da área).

Não escondendo a sua preferência por uma profissão docente independente, apoiou e deu suporte logístico, como director da Escola Francisco de Arruda, ao Grupo de Estudo do Pessoal Docente do Ensino Secundário, embrião do futuro Sindicato dos Professores, desde a sua criação em 1969/70.


A menina do Mar


AUTOR(ES): Andresen, Sofia de Melo Breyner, 1919-2004; il.Azevedo, Fernando de, 1923-2002,
PUBLICAÇÃO:Lisboa : Editorial Aster, 1961
Sophia de Mello Breyner Andresen


Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto a 6 de Novembro de 1919 e faleceu em Lisboa a 2 de Julho de 2004. Da infância aristocrática e feliz passada no Porto ficaram imagens e reminiscências que povoam, de forma explícita ou alusiva, a sua obra poética e ficcional, particularmente os contos para crianças: a casa do Campo Alegre, o jardim, a praia da Granja (sobre a qual escreveria, em 1944, em carta a Miguel Torga: “A Granja é o sítio do mundo de que eu mais gosto. Há aqui qualquer alimento secreto”), os Natais celebrados segundo a tradição nórdica (também evocados por Ruben A. na sua autobiografia O Mundo à Minha Procura) foram lugares e vivências que marcaram de forma determinante o imaginário da autora.
Entre 1936 e 1939 frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Sophia colaborou na revista Cadernos de Poesia e aí fez sólidas amizades, nomeadamente com Ruy Cinatti e Jorge de Sena.
Data de 1944 o primeiro volume poético de Sophia, intitulado Poesia. Editado no ano em que autora completou vinte e cinco anos, mas incluindo alguns poemas escritos ainda no final da adolescência.
O volume Poesia é um livro inaugural por conter, neste mesmo poema, três versos que modelarmente definem uma questão central na obra de Sophia, a saber, a relação entre poesia e magia. Esses três versos são os seguintes: “Palavras que eu despi da sua literatura,/ Para lhes dar a sua forma primitiva e pura,/ De fórmulas de magia”. Pode dizer-se que constituem a primeira arte poética de Sophia e a mais importante deixa para os livros subsequentes.
Depois do casamento, em 1946, com Francisco Sousa Tavares – advogado, jornalista e politico - , a poesia de Sophia tornou-se mais interveniente e atenta às questões sociais do seu tempo.
Foi distinguida com o Prémio Camões em 1999, o Prémio Max Jacob de Poesia em 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003.
A extensa obra que nos legou reparte-se pelos domínios da poesia, da ficção, do conto para crianças, do ensaio, do teatro e da tradução.

Sophia de Mello Breyner Andresen. [Consult. 4-12-2009]. Disponível em http://www.ecolenet.nl/tellme/poesia/sophia.htm


Eurico Carrapatoso - Pequeno poemário de Sophia [excerto]
http://www.youtube.com/watch?v=vItALhNKwdA&feature=PlayList&p=D4369A451804C99E&playnext=1&playnext_from=PL&index=1

A Menina do Mar é um dos livros para crianças mais conhecidos de Sophia de Mello Breyner Andresen. Fernando Lopes-Graça compôs uma obra musical a partir deste conto.
Faz parte do Plano Nacional de Leitura português, recomendado para o estudo no 5º ano de escolaridade.
Filipe La Féria dirigiu um espectáculo baseado nesta obra.

É a história de amizade entre um rapaz e uma Menina. Ela vive no mar, e é bailarina da "Grande Raia", uma rainha dos mares, que sobre ela mantém vigilância, não a deixando realizar o seu sonho de conhecer a terra firme, onde mora o rapaz. Além disso, a menina não consegue sobreviver longe da água, pois fica desidratada, ainda que consiga respirar dentro e fora de água. O rapaz, com que estabelece amizade, tem o desejo de conhecer o fundo do mar. A história desenrola-se com a tentativa dos dois em realizar os seus sonhos.

A Menina do Mar.In Wikipédia [Consult. 4-12-2009]. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Menina_do_Mar


Fernando de Azevedo
Pintor e crítico de arte português, de nome completo José Fernando Neves de Azevedo, nascido em 1923, em Vila Nova de Gaia, foi co-fundador do Grupo Surrealista de Lisboa (1947-1951). Começou por pintar dentro das orientações do Surrealismo, evoluindo progressivamente para o Abstraccionismo. Ao longo da sua carreira artística foi distinguido com vários prémios, destacando-se o 1º prémio de pintura conquistado na II Exposição Gulbenkian. Faleceu em 2002.

Fernando de Azevedo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-12-05].
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sábado, 14 de novembro de 2009

Poesia para a infância







AUTOR(ES): Gomes, Alice, 1910-1983, compil.; Pinheiro, Costa, il.

PUBLICAÇÃO: [Lisboa] : Ulisseia, imp. 1955

ALICE GOMES
Escritora portuguesa natural de Granjinha (Tabuaço), estudou no Porto, cidade onde também foi professora. Foi casada com Adolfo Casais Monteiro. Começou a escrever no final dos anos vinte, tendo organizado, em 1955, a antologia Poesia Para a Infância. Traduziu o Principezinho de Saint-Exupery e dedicou-se, depois de 1967, exclusivamente à literatura infantil. Fundadora e dinamizadora da Associação Portuguesa para a Educação pela Arte, desenvolveu, através dessa Associação, diversos projectos pedagógicos considerados pioneiros.
Escreveu ainda As Histórias de Coca-Bichinhos (1967), Giroflé-Giroflá (1970), Os Ratos e o Trovador (1973).
O seu espólio foi doado pelo filho à Biblioteca Nacional.
COSTA PINHEIRO

Nasceu em Moura a 6 de Janeiro de 1932 e estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Em 1955 ilustrou “Poesia para a Infância”, antologia de Alice Gomes, Editora Ulisseia, e o romance de John Steinbeck “Noite sem Luta”, também da mesma editora. Realiza depois a sua primeira exposição individual na Galeria Pórtico, em Lisboa.
Em 1957, parte para Munique com outros artistas e expõe em conjunto e, no ano seguinte, expõe individualmente em Lisboa e no Porto.
Entre 1960 e 1962, é Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris e membro do Grupo KWY com René Bertholo, Lourdes de Castro, Jan Voss, João Vieira, Christo, José Escada e Gonçalo Duarte.
De regresso a Portugal, é preso por razões políticas no Forte de Caxias e em 1963 regressa a Munique..
Desde então, prossegue a sua actividade artística e em 1967 recebe o Prémio de Pintura B.P.A. - Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa.
Depois de 1969, afasta-se da pintura e dos meios do comércio das artes mas continua a trabalhar em diversos projectos artísticos em Portugal e na Alemanha. Em 1976, recomeçou a pintar. Realiza diversas exposições, recebe prémios e faz ilustração de livros (“Cartilha do Marialva” de José Cardoso Pires).


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Maria Cecília Correia




Histórias da minha rua / Maria Cecília Correia ; il. Maria Keil Amaral

AUTOR(ES): Correia, Maria Cecília; Keil, Maria, 1914-, il.
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Portugália Editora, [195-]



Maria Cecília Correia Borges Cabral Castilho (1919-1993) nasceu em Viseu e faleceu em Lisboa. Conhecida nos meios literários por Maria Cecília Correia, dedicou-se sobretudo à Literatura Infantil. Deixou um conjunto de livros inspirados no real, no quotidiano e cujas histórias têm como tema o mundo da criança: a beleza, o sonho e a magia.
Destacam-se na sua obra as Histórias da Minha Rua (Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho), Histórias de Pretos e Brancos, Histórias do Ribeiro, O Coelho Nicolau, Amor Perfeito e O Besouro Amarelo. Para adultos, publicou Pretérito Presente e Presença Viva. Colaborou na revista Modas e Bordados e no Diário Popular. A escritora apoiou várias organizações ligadas à criança, participando com outros escritores na celebração do Dia Internacional do Livro para a Infância e Juventude. Muitos dos seus textos foram inseridos na exposição Brincar Através da Pintura, no Centro Infantil Artístico da Fundação Calouste Gulbenkian.



Maria Cecília Correia. [Consult. 13-11-2009]. Disponível em ttp://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/cecilia.htm

Maria Keil
Maria Keil nasceu em Silves. Frequentou o curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa, onde foi aluna de Veloso Salgado. Em 1933 casou com o arquitecto Francisco Keil do Amaral.
Acompanhou F. Keil do Amaral toda a vida, desde que casaram muito novos e viajaram juntos, começando por uma permanência em Paris quando F. Keil ganhou o Concurso para o Pavilhão de Portugal da Exposição Universal de Paris, de 1937.
Fez pintura, sobretudo retratos; publicidade
; tentativas de renovação da talha em madeira para móveis e desenho de móveis; decoração de interiores; cartões para tapeçarias (Hotel Estoril Sol, TAP de Nova Iorque, Copenhaga, Madrid, Casino Estoril, etc.); pinturas murais a fresco; cenários e figurinos para bailados; selos; azulejos (Metropolitano de Lisboa, Av. Infante Santo, TAP de Paris e Nova Iorque, União Eléctrica Portuguesa, Casino de Vilamoura, Aeroporto de Luanda, etc.).
Ilustrou numerosas obras, nomeadamente livros para crianças. Fez desenhos para as colectâneas sobre Bernardim Ribeiro, Castro Alves, Olavo Bilac e Tomás António Gonzaga, integradas na colecção As mais belas poesias da língua portuguesa.
Escreveu e ilustrou três livros para crianças e dois para adultos: O pau-de-fileira, Os presentes e As três maçãs; Árvores de domingo e Anjos do mal.
Fez também ilustrações para revistas, nomeadamente Panorama, Seara Nova, Vértice, Ver e crer e Eva. As suas obras têm sido expostas em exposições, individuais e colectivas.


Maria Keil. [Consult. 13-11-2009]. Disponível em
http://tipografos.net/portugal/maria-keil.html


Histórias da Minha Rua (1953), de Maria Cecília Correia, foi o seu primeiro livro com ilustrações exclusivamente pensadas e sentidas para crianças. O recorte das figuras, a simplicidade dos motivos, a ausência de claro-escuro, os fundos neutros e a estilização graciosa e directa, característicos da linguagem gráfica de Maria Keil, aí se revelaram com pujança.
Para um observador muito exigente, talvez o figurino de um automóvel ou o traje de algumas figuras permitam datar as ilustrações. Nada pior para Maria Keil, que entende que «não há nada mais difícil que fazer os desenhos para ilustrar os textos», na medida em que se trata de um «trabalho difícil e perigoso» pois «se não é muito bom, fica datado
».


Maria Keil. [Consult. 13-11-2009]. Disponível em http://purl.pt/708/1/maria-keil-01.html

sábado, 7 de novembro de 2009

História de um bago de uva




História de um bago de uva / Patrícia Joyce ; il. José de Lemos

AUTOR(ES):
Joyce, Patrícia, pseud.; Lemos, José de, 1910-1995, il.

PUBLICAÇÃO: Lisboa : Soc. de Expansão Cultural, 1958



Patrícia Joyce

Nome: Dagmar Joyce Damas Mora
Pseudónimo: Patrícia Joyce
Nascimento: 1913, Lisboa
Morte: 1985, Lisboa



Ficcionista, tradutora (traduziu Gorki, entre outros autores), poeta e autora de literatura infantil, nascida em 1913, em Lisboa, e falecida em 1985, na mesma cidade, Dagmar Joyce Damas Mora adoptou o pseudónimo Patrícia Joyce.

Foi, até 1975, membro da comissão de leitura das Bibliotecas Gulbenkian.

Integrando uma geração de escritoras reveladas no período do pós-guerra, Patrícia Joyce oferece, sob o ponto de vista intimista da mulher narradora, uma ficção de cunho realista e de temática sentimental, esboçada sobre um contexto social e historicamente marcado.Bibliografia: Anúncio de Casamento e Outras Novelas, Lisboa, 1947; A Maior Distância, novelas, Lisboa, 1952; O Pecado Invisível, romance, Lisboa, 1955; O Incendiário, novela, Lisboa, 1956; Rapsódia Indecisa, Lisboa, 1958; O Dilúvio, Lisboa, 1968; Terra, Gente e Quase Gente: Cenas Vividas, Lisboa, 1980; O Livro da Comadre Cegonha, Lisboa, 1955; História de um Bago de Uva, Lisboa, 1958; Auto da Joanita e a Fonte, peça em um acto e um quadro, Lisboa, 1970; Romance da Gata Preta. Fábulas e outras Poesias, Lisboa, 1971; Gabriel dos Cabelos de Oiro e Outras Histórias, Lisboa, 1983; Arca Transitória, s/l, 1985

Patrícia Joyce. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-11-09].Disponível em http://www.infopedia.pt/$patricia-joyce




José de Lemos

Desenhador, contista e ilustrador, José Neves de Lemos nasceu no dia 23 de abril de 1910 e faleceu em 1995.
Foi um autor humorístico-satírico que foi durante muitos anos responsável pela Página Infantil do Diário Popular. Também colaborou no jornal infantil O Papagaio. Criou em 1931 a personagem de Fox, um cão detective herói de histórias aos quadradinhos : «Aventuras de Fox, o Cão Detective».
Ilustrador de livros para crianças, é o autor de «O Sábio Que Sabia Tudo» em 1944 e de «Histórias e Bonecos» em 1947.
Outras obras de José de Lemos para crianças : «O Compadre Simplório Tem os Pés Tortos», 1959, «Histórias de Pessoas e Bichos», 1959, «Seis Pequenas Histórias de Amizade», em 1979.

José de Lemos. [Consult. 7-11-2009]. Disponível em
http://etablissements.ac-amiens.fr/0601178e/quadriphonie/spip.php?article1306

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O vale dos encantos



AUTOR(ES): Lamas, Maria, 1893-1983
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Universo, 1942

Maria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas (Torres Novas, 6 de Outubro de 1893 - Lisboa, 6 de Dezembro de 1983) foi uma escritora, tradutora, jornalista e portuguesa.
Maria Lamas iniciou os seus estudos na sua terra natal, onde viveu até aos dez anos de idade. Viveu também em Luanda até 1913. Durante a sua vida passou também por Paris, onde conheceu Marguerite Yourcenar.
Em 1921 casou em segundas núpcias com o jornalista Alfredo da Cunha Lamas de quem teve uma filha chamada Maria Cândida. Do primeiro casamento (1911 – 1919) com Ribeiro da Fonseca teve duas filhas.
Nas suas obras utilizou diversos pseudónimos como, Maria Fonseca, Serrana d’Ayre e Rosa Silvestre.
São especialmente dignos de nota as suas obras na literatura infantil.
Como jornalista trabalhou em diversos jornais e revistas como “A Joaninha”, “A Voz”, “Correio da Manhã”, suplemento do jornal o Século intitulado “Modas e Bordados” e na revista “Mulheres”, da qual foi directora.


Maria Lamas. In Wikipedia [em linha]. [Consult. 2009-11-04]. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_da_Conceição_Vassalo_e_Silva_da_Cunha_Lamas