Outros tempos

"O maior defeito dos livros novos é impedir a leitura dos antigos." (Joseph Joubert)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Oito primos

Oito primos / Louise May Alcott [ trad. Manuela Porto


AUTOR(ES): Alcott, Louisa May, 1832-1888; Porto, Manuela, 1912-1950, trad.
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Portugália Ed., 1970














Louise May Alcott

Louisa May Alcott (Filadélfia, 29 de Novembro de 1832 - Boston, 6 de Março de 1888) foi uma escritora americana que se dedicou sobretudo à literatura juvenil.


Louise sonhava ser actriz, mas tornou-se escritora. Inspirou-se nas próprias experiências para escrever as suas histórias. Mulherzinhas (1868), o seu romance mais famoso, apresenta o retrato de uma família de classe média americana do seu tempo, salientado os seus valores morais: civismo e amor à pátria (que chega ao sacrifício dos seus filhos) e dedicação extrema ao lar e ao próximo.

in Wikipedia.Em linha.[consult. em 13.02.2010]


Manuela Porto

N. 1908, Lisboa – M. 1950, Lisboa

Tradutora e escritora, nascida a 24 de Abril de 1908, em Lisboa, e falecida a 7 de Julho de 1950, na mesma cidade, ficou na memória de quantos a conheceram pela capacidade de declamar poesia com apaixonada devoção. Nos últimos anos de vida dedicou-se ao teatro, tendo colocado em cena Gil Vicente, Camilo, Pirandelo e Tchekhov. A sua ficção é marcada pela preocupação social, estando próxima do ideário neo-realista. é autora de obras como Um Filho Mais e Outras Histórias (1945) e Doze Histórias Sem Sentido (1952).

Bibliografia: Um Filho Mais e Outras Histórias, Lisboa, 1945; Uma Ingénua: a História de Beatriz, Lisboa, 1948; Doze Histórias Sem Sentido, Lisboa, 1952; Virginia Woolf - O Problema da Mulher nas Letras, Lisboa, 1947; "Maria Amália Vaz de Carvalho", in Perspectiva da Literatura Portuguesa do Século XIX, Lisboa, 1948

Manuela Porto. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-02-14].
Disponível em http://www.infopedia.pt/$manuela-porto


Ilustrações de João da Câmara Leme

A vida das abelhas



















A vida das abelhas

AUTOR(ES): Maeterlinck, Maurice, 1862-1949; Figueiredo, Cândido de, 1846-1925, trad.
EDIÇÃO: 10ª ed
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Clássica, 1950



Maurice Maeterlinck

Maeterlinck é um autor belga que nasceu em Gante em 1862 e estudou leis na Universidade da sua cidade. Abandonou a sua profissão quando se mudou para Paris em 1886 onde conheceu os poetas simbolistas. É conhecido sobretudo pelas peças de teatro que escreveu que lhe valeram em 1911 o Prémio Nobel da Literatura.

Já nos Estados Unidos, deu aulas em 1921 e aí passou a II Guerra Mundial. As obras de Maeterlinck caracterizam-se por um estilo claro e uma linguagem simples para exprimir ideias e emoções. Se numa primeira fase, o que escreveu revela uma atitude pessimista e depressiva, mais tarde esta atitude dá lugar à crença no poder redentor do amor. Maeterlinck é também autor de muitas obras em prosa que abordam questões filosóficas e tratam da natureza do ser humano. É o caso de A vida das abelhas, escrito em 1901 e A Inteligência das flores, em 1907. Regressou à Europa quando terminou a II Guerra Mundial e morreu em 1949 em França.


Cândido de Figueiredo
 
António Cândido de Figueiredo (Lobão da Beira, 1846 — Lisboa, 1925) foi um filólogo e escritor português.

Concluiu o curso de Teologia no Seminário de Viseu, sendo em seguida ordenado presbítero. Matriculou-se depois no curso de direito na Universidade de Coimbra.
Abandonou a vida eclesiástica, para a qual fora aparentemente destinado pela família, casou e enveredou pela advocacia.
A partir de 1876 fixou-se em Lisboa, abrindo um escritório de advocacia. Apesar de ter como principal actividade a advocacia, exerceu algumas comissões oficiais por incumbência do Ministério do Reino na área da instrução pública, entre as quais o cargo de inspector das escolas do Distrito de Coimbra. Ingressou depois na carreira dos registos e notariado, sendo nomeado conservador do Registo Predial da comarca de Pinhel. Foi depois transferido para Fronteira e em seguida para Alcácer do Sal onde exerceu o cargo de presidente da respectiva Câmara Municipal.
Em 1882 foi professor provisório do Liceu Central de Lisboa. Algum tempo depois foi nomeado funcionário do Ministério da Justiça, carreira que seguiria durante o resto da sua vida profissional.
Exerceu por várias vezes as funções de director-geral interino do Ministério da Justiça. Foi ainda secretário particular de Bernardino Machado, no período em que este foi Ministro das Obras Públicas.
Para além das suas actividades profissionais, foi poeta e jornalista de grande mérito, tendo colaborado em periódicos como o Panorama (1856-1863), Aljubarrota, Lusitano, Progresso, Bem Público, Voz Feminina, Revista dos Monumentos Sepulcrais, Almanaque de Lembranças, Notícias (que depois seria o Diário Popular), Grinalda, Crisálida, País, Hinos e Flores, Repositório Literário, Tribuno Popular, Independência, Recreio Literário, Folha, Panorama Fotográfico, Viriato, Gazeta Setubalense, entre outros. Fundou e dirigiu o periódico A Capital e foi redactor do diário Globo. Entre outras publicações, também colaborou na Revista de Portugal e Brasil e no Ocidente.
Entrou depois para a redacção do Diário de Notícias, onde se manteve por muitos anos e no qual publicou crónicas literárias, que assinava com o pseudónimo de Cedef.
No campo cultural e científico, destacou-se como lexicólogo e linguista, tendo feito parte da comissão que foi encarregada em 1891 de fixar as bases da ortografia da língua portuguesa. Desta comissão faziam parte, entre outros, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Gonçalves Viana, Leite de Vasconcelos e José Joaquim Nunes.
Em 1887 foi eleito vogal do Conselho Superior de Instrução Pública em representação do professorado de ensino livre. Foi nomeado em 1890, pelo Ministério do Reino, membro da comissão encarregada de rever a nomenclatura geográfica portuguesa.
Foi autor do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, originalmente publicado em 1899 e depois alvo de múltiplas reedições até ao presente. É esta a obra pela qual é mais conhecido.
Publicou também escritos de ficção e crítica, entre os quais Lisboa no ano 3000, obra de crítica social e institucional, saída a público em 1892.
Também traduziu numerosas obras de filologia e linguística. Foi, com Luciano Cordeiro, um dos fundadores da Sociedade de Geografia de Lisboa e sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras.
Por distintos serviços públicos, em 1908 foi agraciado com a Carta de Conselho.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Manual de Jogos

Conto de Amadis de Portugal

Afonso Lopes Vieira


O conto de Amadis de Portugal : para os rapazes portugueses / Afonso Lopes Vieira ; des. Lino António


AUTOR(ES): Vieira, Afonso Lopes, 1878-1946; António, Lino, 1898-1974, il.
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Bertrand, [195-]
Ficha de recensão crítica - F. Calouste Gulbenkian



Afonso Lopes Vieira (Leiria, 1878 [1] - Lisboa, 1946) foi um poeta português.

Frequentou a Universidade de Coimbra onde obteve o grau de bacharel em Direito. Radicou-se em Lisboa, exercendo durante dezasseis anos as funções de redactor na Câmara dos Deputados (1900-1916). Notabilizou-se pela sua carreira literária, a que se passou a dedicar exclusivamente em 1916.

Durante a juventude, participou na redacção de alguns jornais manuscritos, de que são exemplos A Vespa e O Estudante . Com a publicação do livro Para Quê? (1897) marca a sua estreia poética, iniciando um período de intensa actividade literária — Ar Livre (1906), O Pão e as Rosas (1908), Canções do Vento e do Sol (1911), Poesias sobre as "Cenas Infantis" de Shumann (1915), Ilhas de Bruma (1917), País Lilás, Desterro Azul (1922) — encerrando a sua actividade poética, assim julgava, com a antologia Versos de Afonso Lopes Vieira (1927). A obra poética culmina com o inovador e epigonal livro Onde a terra se acaba e o mar começa (1940).

O carácter activo e multifacetado do escritor tem expressão na sua colaboração em A Campanha Vicentina, na multiplicação de conferências em nome dos valores artísticos e culturais nacionais, recolhidas nos volumes Em demanda do Graal (1922) e Nova demanda do Graal (1942). A sua acção não se encerra, porém, aqui, sendo de considerar a dedicação à causa infantil, iniciada com Animais Nossos Amigos (1911), um filme infantil O Afilhado de Santo António (1928), entre outros. Por fim, assinale-se a sua demarcação face à ideologia salazarista expressa no texto Éclogas de Agora (1935).

Cidadão do mundo, Afonso Lopes Vieira não esqueceu as suas origens, conservando as imagens de uma Leiria de paisagem bucólica e romântica, rodeada de maciços verdejantes plantados de vinhedos e rasgados pelo rio Lis, mas, sobretudo, de São Pedro de Moel, paisagem de eleição do escritor, enquanto inspiração e génese da sua obra. O Mar e o Pinhal são os principais motivos da sua poética.

Nestas paisagens o poeta confessa sentir-se «[…] mais em família com o chão e com a gente», evidenciando no seu tratamento uma apetência para motivos líricos populares e nacionais. Essencialmente panteísta, leu e fixou as gentes, as crenças, os costumes, e as paisagens de uma Estremadura que interpretou como «o coração de Portugal, onde o próprio chão, o das praias, da floresta, da planície ou das serras, exala o fluido evocador da história pátria; província heróica, povoada de mosteiros e castelos…» (Nova demanda do Graal, 1942: 65).

Actualmente a Biblioteca Municipal em Leiria tem o seu nome. A sua casa de São Pedro de Moel foi transformada em Museu. Lopes Vieira é considerado um eminente poeta, um dos primeiros representantes do Neogarretismo e esteve ligado à corrente conhecida como Renascença Portuguesa.

Obra

Para quê? (1898) , Náufrago-versos lusitanos (1899) Auto da Sebenta (1900) Elegia da Cabra (1900) Meu Adeus (1900) Ar Livre (1901) O Poeta Saudade (1903) Marques - História de um Peregrino (1904) Poesias Escolhidas (1905) O Encoberto (1905) O Pão e as Rosas (1910) Gil Vicente-Monólogo do Vaqueiro (1910) O Povo e os Poetas Portugueses (1911) Rosas Bravas (1911) Auto da Barca do Inferno (adaptação) (1911) Os Animais Nossos Amigos (1911) Canções do Vento e do Sol (1912) Bartolomeu Marinheiro (1912) Canto Infantil (1913) O Soneto dos Tûmulos (1913) Inês de Castro na Poesia e na Lenda (1914) A Campanha Vicentina (1914) A Poesia dos Painéis de S.Vicente (1915) Poesias sobre as Cenas de Schumann 1916) Autos de Gil Vicente (1917) Canções de Saudade e de Amor (1917) Ilhas de Bruma (1918) Cancioneiro de Coimbra (1920) Crisfal (1920) Cantos Portugueses (1922) Em Demanda do Graal (l922) País Lilás, Desterro Azul (1922) O Romance de Amadis (1923) Da Reintegração dos Primitivos Portugueses (1924) Diana (1925) Ao Soldado Desconhecido (1925) Os Versos de Afonso Lopes Vieira (1928) Os Lusíadas (1929) O Poema do Cid (tradução) (1930) O livro do Amor de João de Deus (1930) Fátima (1931) Poema da Oratória de Rui Coelho (1931) Animais Nossos Amigos (1932) Santo António (1932) Lírica de Camões (1932) Relatório e Contas da Minha Viagem a Angola (1935) Églogas de Agora (livro proibido até 25 de abril de 1974) (1937) Ao Povo de Lisboa (1938) O Conto de Amadis de Portugal (1940) Poesias de Francisco Rodrigues Lobo (1940) A Paixão de Pedro o Cru (1940) Onde a Terra se Acaba e o Mar Começa (1940) O Carácter de Camões (1941) Cartas de Soror Mariana (tradução) (1942) Nova Demanda do Graal (1947) Branca Flor e Frei Malandro (1947)

 
Afonso Lopes Vieira. In Wikipedia (em linha) [Consult. 9-02-2010]. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Lopes_Vieira

Uma faceta sua pouco conhecida foi o interesse pelo cinema: realizou um pequeno filme com crianças (O Afilhado de Santo António) e encarregou-se dos diálogos de Camões e Inês de Castro, de Leitão de Barros, e de Amor de Perdição, de António Lopes Ribeiro.

http://cvc.instituto-camoes.pt/efemerides/2003/01/janeiro26.html




segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Feiras e outros divertimentos populares de Lisboa

Feiras e outros divertimentos populares de Lisboa : histórias, figuras, usos e costumes / Mário Costa


AUTOR(ES): Costa, Mário
PUBLICAÇÃO: [S.l. : s.n., 1950] ( Lisboa : -- Tip. C. M. de Lisboa)

Prefácio do arqueólogo Augusto Vieira da Silva


Uma História das Feiras Periódicas e das Feiras episódicas de Lisboa: Feira da Luz, Feira da Ladra, Feira do Lumiar, Feira das Amoreiras, Feira de Alcântara, Feira Popular de Palhavã, Feira do Parque Mayer e muitas mais, a maior parte apenas memória.




Augusto Vieira da Silva


Augusto Vieira da Silva dedicou a sua vida ao estudo de Lisboa. A sua obra revela-o como um investigador que contribuiu de modo ímpar para os estudos olisiponenses. Todavia não seria apenas à investigação nesta matéria que Vieira da Silva dedicaria o seu tempo. A sua biblioteca, espólio actualmente preservado no GEO, revela o seu interesse bibliófilo por qualquer publicação que referisse Lisboa. Na verdade, foi esse conjunto documental que deu início ao Gabinete de Estudos Olisiponenses.


O mestre olisipógrafo nasceu em 10 de Setembro de 1869, na Rua da Atalaia, em pleno Bairro Alto, bem no centro de Lisboa, cidade que seria a paixão da sua vida. Augusto Vieira da Silva fez os estudos secundários na Escola Académica, uma das escolas mais modernas de Lisboa à data. Em seguida, já na escola Politécnica recebe vários prémios pecuniários e de louvor. Realiza o curso de Engenharia Militar entre 1890 e 1893 na Escola do Exército, onde também é premiado pelo seu desempenho escolar. Em 1893, é nomeado alferes do Regimento de Engenharia e em 1895 ascende ao posto de Tenente. A carreira militar de Vieira da Silva progride, prestando vários serviços e sendo colocado em diversos cargos, chegando a ser nomeado, em 1909 Oficial da Real Ordem Militar de São Bento de Aviz por D. Manuel II. Com a instituição da República em 1910 Vieira da Silva não perde o seu lugar na carreira militar, mas abdica de fazer carreira activa. No entanto vai progredindo na carreira de oficial graduado, chegando ao posto de Coronel graduado em 1920.


Vieira da Silva inicia a sua monumental obra olisipográfica com um pequeno estudo sobre o Castelo de S. Jorge, publicado na Revista de Engenharia Militar, em 1898. Desde essa data até ao fim dos seus dias, Vieira da Silva publicará uma vasta obra, constituída por várias monografias e artigos em periódicos, sobre o seu tema de eleição, a olisipografia. A grande maioria das suas obras foi publicada pela Câmara Municipal de Lisboa.


É o próprio Vieira da Silva que reconhece, no prefácio da segunda edição de O Castelo de S. Jorge (1937), que o seu interesse pela olisipografia foi despertado pela obra do mestre Júlio de Castilho: “Quando após a conclusão do meu curso, em 1893, iam aparecendo os sucessivos volumes da Lisboa Antiga, do sempre saudoso mestre Visconde de Castilho, eu ia-os lendo avidamente, e deleitando-me com o conhecimento do que havia sido a nossa capital, tão brilhantemente exposto, e tão encantadoramente evocado. Foi assim que nasceu e se afervorou o meu interesse e a minha paixão pela cidade que foi meu berço.”.


Após a publicação, em 1898, da primeira edição de O Castelo de S. Jorge, uma pequena monografia que seria posteriormente revista e largamente ampliada na segunda edição de 1937, Vieira da Silva escreve algumas monografias sobre as obras de defesa de Lisboa que se revelariam fundamentais para o estudo da cidade: A Cerca Moura de Lisboa (1899); As Muralhas da Ribeira de Lisboa (1900). Segue-se, até 1937, um longo hiato na sua publicação de monografias, todavia, neste período, é extensa a sua contribuição com artigos para periódicos da época como: O Arqueólogo Português; Revista de Arte e Arqueologia; Anais das Bibliotecas, Museus e Arquivo Histórico Municipais; Revista de Obras Públicas e Minas; Arqueologia e História; Elucidário Nobiliárquico.


Entre 1937 e 1949, o olisipógrafo reedita, refunde, e amplia as suas obras monográficas: O Castelo de S. Jorge (1937); A Cerca Moura de Lisboa – Estudo histórico e descritivo (1939); As Muralhas da Ribeira de Lisboa (1940). Em 1948 e 1949 publica finalmente os dois volumes de A Cerca Fernandina.


A obra de Vieira da Silva estende-se por inúmeros artigos em publicações camarárias e não só, e trata diversos assuntos, como aspectos sociais, evolução demográfica, história de edifícios relevantes, mas sobretudo a evolução territorial e a iconografia de Lisboa.


Ao longo da sua vida, Vieira da Silva vai coleccionando material olisiponense em vários tipos de suporte: bibliográfico, cartográfico, iconográfico e outros tipos não facilmente classificáveis. Deste modo, a sua casa no nº 115 da Rua da Lapa, torna-se num vasto repositório olisiponense. O mestre será o 1º presidente do Grupo “Amigos de Lisboa”, associação cultural ainda em actividade. Em 1943 é reconhecido com o prémio “Júlio de Castilho” pela obra Os Paços dos Duques de Bragança em Lisboa, e no mesmo ano ingressa na Comissão Municipal de Toponímia.


Manuel Fialho Silva


Em Gabinete de Estudos Olisiponenses. Em linha.

Disponível em http://geo.cm-lisboa.pt/index.php?id=4247

domingo, 24 de janeiro de 2010

Vida e obra do Infante D. Henrique / Vitorino Nemésio


AUTOR: Nemésio, Vitorino, 1901-1978

PUBLICAÇÃO: Lisboa : Com. Executiva das Comemoraçöes do Quinto Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1959

Este livro faz parte duma colecção - COLECÇÃO HENRIQUINA - publicada no âmbito das comemorações do 5º centenário da morte do Infante D.Henrique.


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Texto do Decreto de 1960 que considera feriado nacional o dia 4 de Março desse ano, em que serão inauguradas as comemorações do 5.º centenário da morte do infante D. Henrique.



" Decreto-Lei n.º 42837

Está o Governo empenhado em assegurar que as comemorações do 5.º centenário da morte do infante D.Henrique correspondam à elevada finalidade com que têm sido preparadas: evocar a figura, a vida e a obra do Navegador; através dessa evocação, lembrar os grandes passos da gesta dos Descobrimentos e da acção civilizadora dos Portugueses.
Espera-se, ao mesmo tempo, que dos principais actos comemorativos resultem lições plenamente actuais, geradoras de confiança no esforço criador e na capacidade de acção do povo português, bem como na sua aptidão para enfrentar os problemas que nesta hora se lhe apresentam.
Conforme foi oportunamente divulgado, as comemorações terão o seu início em 4 de Março do corrente ano, através de cerimónias de carácter religioso, a celebrar nas sés episcopais e igrejas matrizes, e de sessões cívicas, promovidas em todos os concelhos pelas respectivas câmaras municipais.
Para que o maior número de portugueses possa tomar parte nessas solenidades, em todos os territórios do continente, das ilhas e do ultramar, resolveu o Governo considerar feriado nacional o dia da inauguração das comemorações.
Reconhece-se, ao mesmo tempo, deverem estas adoptar um símbolo adequado, ou seja uma bandeira que sintetize expressivamente as ideias mestras inspiradoras da obra do infante. Ora a signa que melhor representa a grande empresa dos Descobrimentos é, sem dúvida, a usada pela Ordem de Cristo, de que o infante foi regedor e governador. Está, pois, indicado que seja esse o símbolo por excelência das comemorações henriquinas. Dos vários desenhos da cruz de Cristo legados pela nossa história, escolheu-se o da cruz firmada, por corresponder à melhor estilização heráldica das bandeiras da marinharia cartográfica e por dar melhor projecção visual, quando arvorada.

Nestes termos:
Usando da faculdade conferida pela 1.ª parte do n.º 2.º do artigo 109.º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1.º É considerado feriado nacional o dia 4 de Março do corrente ano, em que serão inauguradas as comemorações do 5.º centenário da morte do infante D. Henrique.
Art. 2.º Será adoptada como bandeira oficial das comemorações a bandeira da cruz de Cristo, cujo modelo e descrição são publicados em anexo a este decreto-lei.
Publique-se e cumpra-se como nele se contém.


Paços do Governo da República, 9 de Fevereiro de 1960. - AMÉRICO DEUS RODRIGUES THOMAZ - António de Oliveira Salazar - Pedro Theotónio Pereira - Júlio Carlos Alves Dias Botelho Moniz - Arnaldo Schulz - João de Matos Antunes Varela - António Manuel Pinto Barbosa - Afonso Magalhães de Almeida Fernandes - Fernando Quintanilha Mendonça Dias - Marcello Gonçalves Nunes Duarte Mathias - Eduardo de Arantes e Oliveira - Vasco Lopes Alves - Francisco de Paula Leite Pinto - José do Nascimento Ferreira Dias Júnior - Carlos Gomes da Silva Ribeiro - Henrique Veiga de Macedo - Henrique de Miranda Vasconcelos Martins de Carvalho. "

O sábio que sabia tudo

O sábio que sabia tudo e outras histórias / José Neves de Lemos

AUTOR(ES): Lemos, José de, 1910-1995
PUBLICAÇÃO: Lisboa : ática, 1957