Outros tempos

"O maior defeito dos livros novos é impedir a leitura dos antigos." (Joseph Joubert)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Alice no país do espelho

AUTOR(ES): Carroll, Lewis, pseud.; Tenniel, John, 1820-1914, il.; Soares, Maria das Mercês de Mendonça, trad.

PUBLICAÇÃO: [Lisboa] : Verbo, [196-?]
COLECÇÃO: Biblioteca da juventude. C, Clássicos ; 5



 Lewis Carroll



"(Daresbury, Cheshire, 1832 - Guildford, Surrey, 1898)

Escritor e matemático britânico. Homem de carácter tímido, adopta este pseudónimo para as suas obras literárias, o seu verdadeiro nome (Charles Lutwidge Dodgson) utiliza-o para as obras científicas. De formação universitária, é professor de matemáticas em Oxford e estudioso da lógica matemática. Escreve diversos relatos de falsa aparência infantil cuja matéria narrativa está, ilusoriamente, próxima do absurdo. Amador entusiasta da fotografia, elabora vários álbuns de retratos de meninas; e para uma delas, Alice Liddell, escreve a sua obra mais famosa, Aventuras de Alice no País das Maravilhas (1845). Outras obras do mesmo género são Through the Looking-Glass and What Alice Found There (continuação da anterior, cujo grande êxito compartilha), Sylvie and Bruno (carregada de um sentimentalismo moralizante) e The Hunting of the Snark. Esta última, que parece uma estranha poesia sem sentido, esconde possibilidades de interpretação simbólica que fascinam a crítica moderna.

Aventuras de Alice no País das Maravilhas é um conto de surpreendente originalidade. A pequena Alice encontra-se um dia na floresta com um coelho branco que caminha a resmungar como quando se chega tarde a um encontro. Segue-o até à sua cova, onde a menina cai por um buraco profundíssimo. A partir dali acede a um estranho mundo habitado por criaturas surpreendentes. Alice, que encontra um bolo e uma bebida que a fazem crescer ou minguar à vontade, entra no país das maravilhas, onde a rainha, rodeada da sua corte de naipes, a convida para uma partida de croquet. Toma de imediato o chá com o Chapéu Louco, a Lebre de Março e um rato do campo, e mantém uma conversação com o gato de Cheshire, que tem a virtude de aparecer e desaparecer à vontade. Assiste finalmente a um julgamento contra a Dama de Copas, mas antes de terminar Alice desperta bruscamente: tudo tinha sido um sonho. Carroll serve-se da capacidade infantil para observar a realidade com total ingenuidade, capacidade que utiliza para evidenciar os aspectos absurdos e incoerentes do comportamento dos adultos e para animar jogos encantadores baseados nas regras da lógica."

VIDAS LUSÓFONAS. Em linha. Consult. em 17-03-2010. Disponível em http://www.vidaslusofonas.pt/lewis_carroll.htm

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Fernão Mendes Pinto - no rasto do corsário

No rasto do corsário / Fernão Mendes Pinto ; rev. António José Branquinho da Fonseca


AUTOR(ES): Pinto, Fernão Mendes, 1514?-1583; Fonseca, Branquinho da, 1905-1974, rev. de matriz
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Portugália, [D.L. 1962]
COLECÇÃO: Biblioteca dos rapazes ; 46

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O pavão de vidro e outros contos

O pavão de vidro / Eleanor Farjeon ; trad. Ricardo Alberty

 AUTOR(ES): Farjeon, Eleanor; Alberty, Ricardo, 1919-1992, trad.
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Verbo, [196-]
COLECÇÃO: Biblioteca da juventude Série B. Contos e lendas ; 7

As aventuras de Pinóquio

As aventuras de Pinóquio : história de um boneco / Carlos Collodi


AUTOR(ES): Collodi, Carlo, pseud.
EDIÇÃO: 2a ed
PUBLICAÇÃO: [S.l.] : Ed. Paulistas, 1956 ( Lisboa : -- Pia Soc. de são Paulo)

Collodi

Carlo Collodi, pseudónimo de Carlo Lorenzini, (Florença, 1826 - 1890), colaborou em numerosos jornais, escreveu romances e peças de teatro. Começou a dedicar-se à literatura para a infância em 1875; adoptou entretanto o pseudónimo de Collodi, nome da terra natal de sua mãe. A sua obra-prima, As Aventuras de Pinóquio, foi inicialmente publicada em episódios no Giornale per i Bambini, surgindo em livro em 1883

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A fada Oriana

A fada Oriana / Sofia de Melo Breyner Andresen ; il. Bió

AUTOR(ES): Andresen, Sofia de Melo Breyner, 1919-2004; Raposo, Isabel Maria Vaz, il.
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Ática, 1958



Bió
(Isabel Maria Vaz Raposo)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Contos para a infância

Contos para a infância : escolhidos dos melhores autores / Guerra Junqueiro ; il. Laura Costa

AUTOR(ES): Junqueiro, Guerra, 1850-1923, compil.; Costa, Laura, il.
PUBLICAÇÃO: Porto : Lello & Irmäo, 1978


Guerra Junqueiro

Abílio de Guerra Junqueiro (1850-1923) nasceu em Freixo de Espada à Cinta, formando-se em Direito na Universidade de Coimbra. Foi funcionário público e deputado, aderindo em 1891, com o Ultimatum inglês, aos ideais republicanos. Influenciado por Baudelaire, Proudhon, Victor Hugo e Michelet, iniciou uma intensa escrita poética com o fim último de, pela crítica, renovar a sociedade portuguesa. Retirou-se para uma quinta no Douro, regressando à política com a implantação da República, tendo sido nomeado Ministro de Portugal em Berna. Obras: A Morte de D. João (1874), A Musa em Férias (1879), A Velhice do Padre Eterno (1885), Finis Patriae (1890), Os Simples (1892), Pátria (1896), Oração ao Pão (1903), Oração à Luz (1904), Poesias Dispersas (1920). Em colaboração com Guilherme de Azevedo, escreveu Viagem à Roda da Parvónia.


contracapa

Portugal Pequenino

Portugal pequenino / Maria Angelina Brandäo, Raúl Germano Brandäo

AUTOR(ES): Brandão, Maria Angelina; Brandão, Raul, 1867-1930, co-autor
EDIÇÃO: 2a ed
PUBLICAÇÃO: Coimbra : Atlântida, 1958

Raul Brandão
Raul Brandão (1867-1930) nasceu na Foz do Douro e faleceu em Lisboa. Matriculou-se no Curso Superior de Letras, tendo criado, com António Nobre e Justino de Montalvão, o grupo iconoclasta Os Insubmissos, que coordenou a publicação de uma revista com o mesmo título. Dirige nos finais do século XIX, com Júlio Brandão e D. João de Castro, a Revista de Hoje e colabora no jornal Correio da Manhã. Com 24 anos de idade, Raul Brandão decide deixar o curso de letras e muda-se para a Escola do Exército. Após o curso de oficiais tirado em Mafra, muda-se para Guimarães onde é colocado como alferes.

Obras: Impressões e Paisagens (1890), História de um Palhaço (1896), O Padre (1901), A Farsa (1903), Os Pobres (1906), El-Rei Junot (1912), A Conspiração de 1817 (1914), Húmus (1917), Memórias (vol. I, 1919), Teatro (1923), Os Pescadores (1923), Memórias (vol. II, 1925), As Ilhas Desconhecidas (1926), A Morte do Palhaço e o Mistério das Árvores (1926), Jesus Cristo em Lisboa ((em colaboração com Teixeira de Pascoaes, 1927), O Avejão (1929), Portugal Pequenino (em colaboração com Maria Angelina Brandão, 1930), O Pobre de Pedir (1931), Vale de Josafat (vol. III das Memórias, 1933).